sábado, 28 de março de 2009

REFLEXÃO DA AULA SOBRE PROJETOS DE PESQUISA

Na aula do dia 18 de março de 2009, foi discutido sobre os projetos desenvolvidos no segundo semestre de 2008, na interdisciplina de Projeto Pedagógico em Ação – PAS. Do EAD- Pedagogia- UFRGS.
Alguns grupos apresentaram seus trabalhos de pesquisas. Acreditando que estavam de acordo com a orientação recebida para desenvolvê-los, inclusive com seus Mapas Conceituais. A professora Marie Jane levantava questões, fazendo surgirem dúvidas sobre os trabalhos, provocando perturbações, criando uma discussão sobre os mesmos. De como deveriam ter sido formuladas as perguntas sobre os assuntos a serem pesquisados, para que não ficassem ambíguos. Ao questionar nossos argumentos, provocou desequilíbrio nas nossas convicções, tirando-nos da nossa acomodação, fazendo com que repensássemos sobre o desenvolvimento e construção do trabalho de pesquisa.
Eu cheguei à conclusão de que muita informação não quer dizer conhecimento, e que também preciso saber se as fontes pesquisadas são confiáveis, comparar com outras fontes de pesquisas, não só com multimídias. Uma certeza ficou de que estamos sempre aprendendo a aprender. Passam-se os anos, mesmo com toda a experiência sempre vão surgir situações e informações novas que nos leva a agregar novos conhecimentos, muitas vezes aos velhos conhecimentos. Conforme BECKER “Vive-se intensamente o presente na medida em que se constrói o futuro, buscando no passado sua fecundação. Dos escombros do passado delineia-se o horizonte do futuro; origina se, daí, o significado que dá plenitude ao presente”. A aprendizagem não está pronta, ela está num contínuo processo de construção.

Uma Escola onde todos têm direito a educação de qualidade.
Fotos dos alunos em difentes momentos de construção da aprendizagem. Professor e aluno exploram materiais, idéias, hipóteses. Trocam informações e conhecimentos mutuamente, ambos ensinantes-aprendentes.
















REFERÊNCIAS

BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos.
BECKER, Fernando. Epistemologia subjacente ao trabalho docente. Porto Alegre:
FACED/UFRGS, 1992. 387p. (Apoio INEP/CNPQ). (No prelo: VOZES). (Relatório de
pesquisa).
_______. Da ação à operação: o caminho da aprendizagem: J. Piaget e Paulo Freire. Porto
Alegre: Palmarinca, 1993.
_______. Ensino e construção do conhecimento; o processo de abstração reflexionante.
Educação e Realidade, Porto Alegre, 18(1):43-52, jan./jun. 1993.
_______. Saber ou ignorância: Piaget e a questão do conhecimento na escola pública.
Psicologia-USP, 1(1):77-87, jan./jun. 1990.

domingo, 30 de novembro de 2008

DESENVOLVENTO PROJETO DE PESQUISA DO INTERESSE DA TURMA


MINHA REFLEXÃO


Valéria Pereira de Souza


Ao fazer minha reflexão sobre este segundo semestre de 2008, relativo às minhas aprendizagens, na elaboração da síntese final do Seminário Integrador V do PEAD.
Procurei uma situação vivenciada em sala de aula, dentro da perspectiva da escola como espaço de aprendizagens, descoberta e inovações do aluno e do professor, vieram-me várias situações vivenciadas durante este semestre de aprendizagens significativas para os alunos como para mim como educadora. Dentre elas escolhi uma que partiu do aluno Gabriel, despertando o interesse e aguçando a curiosidade da turma do 2º ano.
Durante o trabalho realizado sobre o Rio dos Sinos, um aluno trouxe um questionamento sobre o mosquito transmissor da Dengue. O foco da questão era se o mosquito colocava seus ovos nas águas dos rios, surgindo assim uma discussão entre eles sobre o assunto. Deixei que a conversa fluísse para que eu pudesse verificar o nível de interesse do grupo, e também para que eu sondasse conhecimentos prévios acerca do assunto. Percebi que eles sabem muita coisa! Depois de algum tempo, começaram a me questionar e por fim, um aluno perguntou: “professora nós podemos trabalhar sobre a Dengue”?

Nos PAs, o tema a ser estudado é levantado pelos alunos, de forma individual e em grupos, juntamente com os professores e a coordenação pedagógica. Na escolha dos assuntos, leva-se em consideração a curiosidade e os desejos dos aprendizes. As regras e diretrizes são elaboradas pelo grupo de alunos e professores. Ao professor cabe o papel de problematizador, de desafiador. O aluno é o agente do processo. A concepção presente é a da construção do conhecimento. REAL (2007).

A partir desta expectativa criada em torno do mosquito da dengue, começamos um projeto de pesquisa sobre o assunto. Os alunos organizaram-se em grupos (formados espontaneamente), discutiram de que forma poderiam desenvolver e distribuir as atividades. Eu os orientei para que cada grupo ficasse encarregado de uma tarefa, segundo Real (2007) “Interagir em grupos enriquece o trabalho, pois cada um pode contribuir de maneira criativa e solidária para a realização de um projeto coletivo (uma rede) que, por sua vez, enriquece o pensamento e as relações entre os participantes”.
As atividades foram distribuídas conforme as possibilidades de cada grupo: um ficaria responsável pela entrevista com os familiares, outro pela pesquisa na internet, outro pela pesquisa e recorte de jornais, outro de conseguir e montar folders para a campanha de conscientização na comunidade e eu fiquei de conseguir o slide sobre a Dengue com a vigilância sanitária.
Após termos reunido todo material, assistimos o slide. Durante a projeção, eles demonstraram interesse e curiosidade. Montamos o mural “PREVINA-SE CONTRA A DENGUE” com recortes, também fizemos as leituras das pesquisas e o levantamento das entrevistas. Confeccionamos o mosquito com sucata. Munidos de conhecimentos e folders explicativos sobre a dengue distribuímos para a comunidade escolar, fazendo a campanha de conscientização.
Este trabalho veio mais uma vez comprovar meus sentimentos de satisfação e realização em relação aos trabalhos desenvolvidos nos PAs e no “Projetos Temáticos” em Psicologia da Vida Adulta. Através desta aprendizagem aprendi como é envolvente realizar projetos de pesquisa com assuntos de nosso interesse e poder proporcionar e aceitar trabalhar assuntos do interesse de nossos alunos. Eu já vinha experimentando na minha prática pedagógica trabalhos com projetos, após eu própria experimentar esta vivência na realização das minhas atividades como estudante, eu busquei ainda mais ouvir as inquietudes, interesse e curiosidade dos alunos, quando planejo minhas aulas, buscando proporcionar aquisição de conhecimento, advinda do interesse coletivo. A aprendizagem é muito mais significativa quando cercada de valor e interesse, quando desperta curiosidade, instiga todos os envolvidos nesse processo de construção.



REFERÊNCIAS



REAL, Luciane Corte. Aprendizagens Amorosas na Interface Escola, Projetos de Aprendizagem e Tecnologias Digitais. Tese defendida em 10/07/2007. Centro Interdisciplinar de Novas Tecnologias na Educação. Programa de Pós-Graduação em Informática na Educação, Porto Alegre. Orientadora Cleci Maraschin.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

TRABALHANDO COM PROJETOS











Na escola temos o projeto dos Guardiões Ambientais, são alunos que escolheram fazerem parte deste projeto de Meio Ambiente. Pois os assuntos e atividades despertaram interesses e curiosidades dos mesmos.
Os assuntos e atividade sobre o Meio Ambiente são escolhidos conforme o interesse deles. Mas durante o ano letivo, também tem alguns temas que são determinados pela coordenadoria do Meio Ambiente do Município, não deixando de serem projetos de pesquisas, que despertam o interesse do grupo, também faço parte desse grupo com o mesmo interesse em pesquisar e orienta-los no desenvolvimento das pesquisas. No mês de outubro, por exemplo, para participarmos da III Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, tivemos que pesquisar e estudar os subtemas: água, terra, ar e fogo da Conferência. E após apresentamos a comunidade os subtemas e escolhemos um deles, dentro do tema, também assumimos uma responsabilidade e uma ação, para desenvolver na comunidade escolar.
Conforme a professora Jaqueline da interdisciplina Projetos Pedagógicos em Ação do curso de Pedagogia à distância, nós devemos proporcionar projetos que surgem do interesse dos alunos. Eu sou professora com bastante experiência em sala de aula, concordo com ela, porém tenho desenvolvido muitos projetos com os alunos, inclusive quando alfabetizava, nem sempre foi só projeto do interesse deles, alguns eu tinha que direcionar, para que contemplasse os conteúdos a serem desenvolvidos conforme as exigências das séries. Mas ultimamente sou professora de projetos nas duas escolas e tenho procurado seguir as orientações, desenvolvidas tanto nos PAS, como nos projetos Temáticos da interdisciplina de Psicologia, onde as professoras deixaram livre a escolha dos assuntos a serem pesquisados por nós alunas professoras. Nos PAS foi mais livre a escolha dos assuntos conforme nosso interesse, já em Psicologia os assuntos não foram tão livre assim, pois tinha que ser dentro da temática da Psicologia da Vida Adulta. Deixando claro que nem sempre os projetos podem ser de livre escolha, alguns sim, outros nem tanto, precisando ser direcionados aos conteúdos que necessitam serem desenvolvidos durante o ano letivo.

sábado, 18 de outubro de 2008

APRENDIZAGEM ATRAVÉS DE PESQUISA

LEITURA E PESQUISA

Na escola lendo a Revista da Educação de número 4 do Município de Sapucaia do Sul, me deparei com uma matéria sobre o assunto que estamos estudando: “A influência da imagem; Culto ao corpo” O título era "Jovens insatisfeitos com próprio corpo", li a matéria e busquei mais informações a respeito da mesma no google e achei a reportagem por inteiro.

"homens e mulheres, tão logo aprendem a reconhecer a própria imagem no espelho, perseguem o ideal de beleza física do momento - hoje marcado pela cintura fina, as pernas esguias e o corpo quase esquálido das modelos Gisele Bündchen e Ana Hickmann ou o tronco musculoso à la Brad Pitt ou, entre os nacionais, Reynaldo Gianecchini." Marili Ribeiro e Ricardo Zorzetto

Nossos jovens querem ser parecidos com seus ídolos, com a imagem de beleza estipulada pela mídia corpos esguios (as meninas) e com músculos definidos (os meninos) sem levar em conta os seus biótipos físicos. A valorização da mídia para com a imagem superpõe à inteligência, o caráter, o carisma, o ser. Fazendo valer qualquer sacrifício para atingir a perfeição, mesmo que corra risco a saúde física e mental.

"Primeiro: de cada dez alunos, nove estavam longe de ser obesos - o peso de 65% deles era considerado saudável para a idade e a altura e 22% eram magros. Segundo, e mais grave: 13% dos entrevistados afirmaram provocar vômitos, tomar laxantes ou usar diuréticos após comer com o objetivo de não engordar. Embora não permitam o diagnóstico final, essas constatações indicam que essas pessoas correm sério risco de desenvolver um distúrbio alimentar grave: a bulimia nervosa, a ingestão incontrolável de comida em exagero, seguida da tentativa de se livrar do excesso de alimento." Marili Ribeiro e Ricardo Zorzetto

Este trabalho de pesquisa da interdisciplina de psicologia da vida adulta vem de encontro com o outro trabalho de pesquisa sobre a televisão que estamos realizando na interdisciplina de projetos em ação.
Eu observo como a televisão tem influenciado sobre o parâmetro de beleza, modificando o comportamento da sociedade, ao ditar referência de beleza, um verdadeiro culto ao corpo. Para a mídia o que ela ressalta é a valorização do ter e não do ser.
Este dois temas Medo de envelhecer (A influência da imagem; Culto ao corpo;) e sobre a Televisão (Sua influência), que escolhi para estudar e pesquisar, desperta minha curiosidade, pois além de estudante sou professora e este assunto está relacionado tanto com os alunos, como com as pessoas da minha família. Sinto-me na obrigação de estar bem informada.
Tenho adolescentes em casa, que demonstram excessiva preocupação com a aparência e uma sogra em idade avançada, que também se preocupa em manter-se jovem, não sendo mais aquela avó de antigamente, que por um lado é mais saudável. Meu marido também se preocupa muito com sua aparência não querendo demonstrar que está envelhecendo, ele se preocupa mais do que eu. Em relação aos meus filhos adolescentes estou sempre atenta ao comportamento deles e o que a mídia esta influenciando, buscando um diálogo franco com eles, para que eles não corram riscos e saibam filtrar o que a mídia passa.
Estes assuntos também são interessantes, pois como estudante de pedagogia da UFRGS, eu estou envolvida em duas pesquisas que vem demonstrar uma nova metodologia de ensino, a aprendizagem através de projetos com pesquisas do nosso interesse.


REFERÊNCIAS


Revista da Educação do Município de Sapucaia do Sul - nº. 4 - 2008. Coordenação: Secretaria Municipal de Educação e Cultura - Jornalista Responsável: Daniela Rocha Lima - Matéria: Jovens insatisfeitos com próprio corpo.

RIBEIRO, Marili e ZORZETTO, Ricardo – O avesso de Narciso - Mais comum entre jovens, a preocupação excessiva com o corpo pode levar à bulimia e à anorexia – Pesquisa FAPESP – Setembro 2004 – Edição 103. Site: http://www.revistapesquisa.fapesp.br/novo_site/extras/imprimir.php?id=2554&bid=1

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

EDUCAÇÃO E RECURSOS PÚBLICOS

Estudando os conteúdos das interdisciplinas de Organização do Ensino Fundamental e Organização e Gestão da Educação. Chamou-me a atenção o fato da importância da participação e fiscalização por parte da comunidade escolar na organização e gestão da escola. Visualizando a escola temos e a escola que queremos. Conforme a leitura que fiz, busquei ressaltar o que a autora coloca e que acredito ser de suma importância.

"É na construção do PPP que a comunidade escolar (Pais, Professores, Alunos, Funcionários) debate, discute e estabelece suas concepções de homem, de mundo, de sociedade,de conhecimento, de currículo, de avaliação e tantas outras, com o objetivo de criar referências e diretrizes próprias para as práticas que pretende implantar". Maria Beatriz Gomes da Silva.

Pois é na construção coletiva que alcançaremos os objetivos de que realmente tenhamos a escola que queremos. A comunidade escolar tem que saber da importância de participar, fiscalizar e contribuir para que nossos educandos sejam sujeitos empreendedores, capazes de gerenciar suas vidas tanto no campo pessoal como no campo profissional. Assim contribuindo para uma sociedade mais justa e melhor.
Também me chamou a atenção sobre os recursos públicos destinados para a educação, e com tantos noticiários sobre desvios de verbas, mais uma vez a sociedade tem que desempenhar seu papel de fiscalizador e participante da escola. Numa das atividades da interdiscipliana de “Organização da Escola de Ensino Fundamental”, a professora coloca “Nas escolas, também podem ser desenvolvidas ações de controle social do uso de recursos públicos recebidos,”Elena Maria Billig Mello
E a atividade que escolhi para desenvolver será sobre o Conselho Municipal de Alimentação Escolar. Porque já tivemos problemas na merenda escolar, que não estava de acordo com o que deveria ser oferecido para os alunos, não sei se o conselho daquele município fazia a fiscalização correta, mas precisou de denúncias da comunidade escolar para que a merenda melhorasse de qualidade. Por isso mais uma vez destaco a importância da participação e fiscalização por parte da comunidade escolar, não só sobre a merenda, mas em relação a todo e qualquer recursos para a educação. Eu fico indignada, são os materiais escolares oferecidos para os alunos, geralmente são de péssima qualidade, como os lápis que os alunos têm que apontar sem parar e em poucos minutos o lápis não existe mais, lápis de cor que não pintam direito, tesouras que mastigam o papel e não cortam e assim por diante. Uma vez eu questionei sobre isto e me responderam que era feito através de licitações. Tudo Bem que precisamos de preços bons, mas que a qualidade não fique de fora. Se eu continuar tem tantas outras coisas que os recursos são desperdiçados, por que a qualidade não é levando em conta, novamente ressalto a colocação da professora sobre os recursos públicos.

"Assim, as ações de participação em conselhos, por exemplo, são, antes de tudo, ações de cidadania, de conjugação de esforços para contemplar interesses coletivos, de vigilância responsável sobre recursos que, sendo públicos, devem destinar-se ao cumprimento dos deveres do Poder Público e das escolas para com a educação escolar". Elena Maria Billig Mello

Concordo plenamente com as ações de participação em conselhos, CPMS, ou qualquer outra participação efetiva da comunidade escolar e de sua importância para uma educação de qualidade.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

PROJETO HORTA ESCOLAR

Retomando as postagens das atividades que continuamos desenvolvendo na escola dentro do Plano de Estudos do primeiro semestre de 2008.
Eu e os alunos envolvidos no projeto Mudanças Climáticas – Produção e Consumo – Vivendo com Qualidade, continuamos fazendo leituras, estudos e pesquisas sobre os problemas ambientais, no momento estamos nos preparando para a III Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, estudando sobre os quatro subtemas da Conferência: “Água, Ar, Terra e Fogo”.
Através da nossa horta escolar contribuímos para a diminuição da poluição do solo, da água e do ar ao separarmos o lixo e ao fazermos a compostagem dos restos orgânicos, também não usamos agrotóxicos e pesticidas, assim contribuindo com o Meio Ambiente.
A nossa aprendizagem através da prática e da busca por conhecimento é transmitida através dos alunos, que participam do projeto, para as suas famílias e comunidade escolar.
Os alunos além de participarem da preparação do solo, do plantio, da colheita e da oficina culinária com os produtos da horta, eles também levam para casa as hortaliças colhidas.

















sábado, 6 de setembro de 2008

INTRODUÇÃO À PSICOLOGIA DA VIDA ADULTA

Estudando a sobre as fases da vida Adulta, segundo Erikson na interdisciplina de Psicologia da Vida Adulta - UFRGS - PEAD. Passei a observar as pessoas adultas com quem convivo diariamente, tanto na família como no trabalho. E conforme as suas atitudes diante das dificuldades do cotidiano. Eu vejo como são importantes as fases anteriores terem sido bem resolvidas, para que o adulto de hoje esteja preparado para enfrentar os desafios que vão surgindo nas demais fases da vida. Também observo nos alunos pequenos, como eles lidam com as situações que acontecem em suas vidas, mesmo não estando preparados para os desafios que surgem, eles são obrigados a enfrentar e aceitar sem ter muito a fazer para mudar a situação, pois depende dos ditos adultos, por exemplo, o conflito que um aluno do terceiro ano estava passando. Ele, um ótimo aluno, passou a ter atitudes negativas, que não condizem com o seu jeito de ser. Com estas atitudes demonstrava que não estava aceitando trocar de escola, de colegas e de professores, pois ele era feliz ali, mas os pais iam se mudar de cidade, por causa do emprego do pai, o aluno sentia-se inseguro e com medo, pois não sabia em que escola iria estudar, e nem conhecia o lugar distante em que iriam morar. Assim como os adultos sentem medo e insegurança, apesar de ter idade, tem aqueles que não estão maduros para enfrentar a certas situações a qual não estão preparados. Imaginem as crianças os conflitos que elas passam para entenderem e compreenderem certas situações em que são obrigadas a enfrentarem. Segundo ERIKSON “a solução de uma etapa depende do comportamento nas etapas anteriores”. Nós adultos precisamos entender estas fases, para não cometermos erros com nossos filhos e alunos, respeitando as fases, não os forçando a pularem etapas.

Em diferentes épocas da vida, seres humanos apresentam características diferentes. As várias etapas são marcadas por conflitos que lhe são próprios. Assim como a passagem da infância para a via adulta é marcada pelos conflitos da adolescência, a passagem da adolescência também se caracteriza por novas tarefas a serem realizadas. A cada passagem, há perdas, mas há ganhos. Para algumas pessoas predominam os sentimentos de perda e para outros predominam os sentimentos de ganho a cada etapa. Porém, o certo é que a passagem por cada etapa significa expectativas diferentes com relação à própria vida. MARQUEZ, REAL e PICETTI.

REFERÊNCIAS

ELKIND, David. As Oito Idades do Homem segundo Erikson. Diálogo, 11(1), 3-12, 1978. Texto digitado e revisado por Ana Maria de Barros Petersen.

MARQUEZ, Tania Beatriz Iwaszko., REAL Luciane Magalhães Corte, PICETTI, Jaqueline dos Santos – Introdução à Psicologia da Vida Adulta.