sexta-feira, 29 de maio de 2009

APRENDIZAGEM

A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO DOS PAIS NA ESCOLA E A APRENDIZAGEM


Hoje dia 28 de maio de 2009, recebi uma enquête sobre a importância da participação na vida escolar dos alunos. Isto me fez refletir sobre as aulas da interdisciplina de Psicologia II, do curso de Pedagogia a distância da UFRGS, sobre aprendizagem, uma atividade realizada neste primeiro semestre de 2009.
Esta atividade traz exatamente esse assunto, da importância da participação dos responsáveis no cotidiano escolar, não só para receber os conceitos e reclamações, mas para estarem a par e participar dos eventos que a escola proporciona para a comunidade escolar.
Esta atividade de psicologia veio mostrar que eu estava certa na minha prática pedagógica em buscar a participação dos pais e responsáveis dos alunos, com os quais desenvolvia minha atuação como educadora. Sempre acolhi os pais, contando com a sua participação e mostrando a importância da mesma. Esta experiência que vou relatar foi significativa à participação dos responsáveis. Neste caso foi a participação da vovó de um aluno, que sempre se fazia presente na vida escolar do neto. Sem qualquer formação acadêmica, mas com muita prática na sua caminhada de vida a vovó do Lucas, nos deixou uma lição. Ao nos ajudar com sua sabedoria e vivência, na experiência para a Feira de idéias e ciências da escola. A transmissão da sabedoria e da experiência dos mais velhos se faz necessária para os mais jovens. Neste sentido concordo com o autor quando afirma:

“É preciso fazer com que nossas crianças possam buscar a riqueza dos ancestrais, dos avós, bisavós. É preciso abrir espaço na escola para que o velho avô venha contar histórias que ele ouvia na sua época de criança e ensine e cante as cantigas de rodas. Tudo isso não como saudade de um tempo que já se foi, mas para dar sentido ao presente; para trazer a emoção de terem vivido um tempo que muito pode ensinar aos jovens modernos”. Mundurucu, Daniel, 2002, p. 40-42.


Fizemos exatamente como a avó do Lucas tinha sugerido. Então deu resultado a nossa experiência, sendo um sucesso.
Esta aprendizagem se deu no contexto escolar, e considero-a muito positiva, uma vez que aprendemos com nossos “erros”, através de uma experiência que não estava dando certo. Baseada no texto de Becker (1992) eu posso afirmar que só existe aprendizagem quando advinda da soma de experiências, pois segundo ele: “aprendizagem é por excelência, construção; ação e tomada de consciência da coordenação das ações”.
Refletir sobre esta aprendizagem, fez-me descobrir que ainda tenho muito que aprender, que a partir de uma experiência simples, a meu ver, que se tornou mais complexa.
Esta experiência também fez com que voltássemos para a pesquisa, pois sentimos a importância de buscar conhecimentos prévios, isto comprova que ninguém é detentor do saber e que o conhecimento não é algo estanque. Eu e os alunos aprendemos que para realizar e propor determinadas aprendizagens se faz necessários conhecimentos prévios, com ações de pesquisa na busca de informações sobre o assunto.
Ao recomeçar o trabalho, recorremos a diversos meios de comunicação recentes, não esquecendo os meios mais antigos que têm seu papel e as suas vantagens, e também de contar com a experiência das pessoas mais velhas. Hoje em dia não se dá o devido valor e respeito ao conhecimento e vivência dos mais velhos. Na cultura indígena ainda, o conhecimento é passado de geração em geração pelos mais velhos. É compreendendo o valor dos ensinamentos dos mais velhos, da família, que avançamos no nosso conhecimento, inclusive percebendo e valorizando a diferença de papéis e das coisas para nós próprios e para o mundo. Segundo o autor.

“Tenho certeza que isso dará um ânimo novo nos educandos e renovará o sentido de família, de pertencimento a um grupo, a um povo, a uma nação. É isso que eu sentia quando ouvia as histórias de meu avô e me fez superar minhas crises de identidade e compreender as coisas que são importantes para o meu povo. Talvez isso crie uma nova identidade para o povo brasileiro.” Mundurucu, Daniel, 2002, p. 40-42.

Esta cultura de se ouvir os mais velhos se perdeu na atualidade, as pessoas idosas na maioria das vezes são abandonadas nos asilos, não sendo respeitadas e valorizados os seus conhecimentos e experiência de vida. O velho é considerado um peso morto para a família. Esquecendo-se que este idoso é a ligação com seus ancestrais, com sua cultura. Por isso a participação e envolvimento dos pais na vida cotidiana escolar dos filhos se fazem necessária e importante para o sucesso da aprendizagem.
A ruptura desse elo hoje, são as crises familiares, as crises de identidade. Isso acarreta em falta de transmissão de valores, conhecimentos e experiências de vida dos mais velhos para os mais jovens. Muitos jovens se negam o fato de que um dia também irão envelhecer. De acordo com a reflexão do psicólogo.

O envelhecer significa a aproximação da morte, do fim da existência, aonde tudo termina e não tem mais volta... por isso o velho sempre é o outro. O horror que sentimos pelo envelhecimento é o medo de morrer, de se tornar tão repugnante quanto o outro que fica cego, surdo, 'gagá', etc... 'Que horror se isso acontecer!' Mas todos envelhecem, é inevitável (a não ser quem morre cedo demais... por motivos diversos), então o que fazer? Deixar o tempo passar ficar velho e receber o preconceito dos mais jovens? Não!!! Braga, Marcos Augusto da Silva


Precisamos aprender com a cultura indígena, a resgatar a sabedoria e valorização do idoso, trazendo-o para o convívio familiar e ressaltando a importância de conviver com eles, e não isola-los como muitos fazem. Devemos perceber que somos um fiozinho que nos liga a continuação de nossos antepassados, com uma história e tradição que precisa continuar. São valores que precisamos passar para nossos filhos, isto só acontecerá com o convívio, à vivência e o exemplo. A escola embora possa mencionar, não tem como assumir a passagem destes valores, sendo isto incumbência da própria família. O que demonstra a importância da participação dos pais na escola.

REFERÊNCIAS


BECKER, Fernando. Epistemologia subjacente ao trabalho docente. Porto Alegre:
FACED/UFRGS, 1992. 387p. (Apoio INEP/CNPQ). (No prelo: VOZES). (Relatório de
pesquisa).
_______. Da ação à operação: o caminho da aprendizagem: J. Piaget e Paulo Freire. Porto
Alegre: Palmarinca, 1993.
_______. Ensino e construção do conhecimento; o processo de abstração reflexionante.
Educação e Realidade, Porto Alegre, 18(1):43-52, jan./jun. 1993.
_______. Saber ou ignorância: Piaget e a questão do conhecimento na escola pública.
Psicologia-USP, 1(1):77-87, jan./jun. 1990.

BRAGA, Marcos Augusto da Silva – Psicólogo – artigo p\seção: saúde.
Mariana.kalil@zerohora.com.br.
http://www.sermelhor.com/artigo.php?artigo=26&secao=saude

MUNDURUCU, Daniel Em busca de uma ancestralidade brasileira - Formado em Filosofia, com licenciatura em história e psicologia. Mestre em Antropologia social da Universidade de São Paulo (USP). Índio da nação Mundurucu - Pará. Esse texto faz parte da seguinte publicação:
PREFEITURA DE ALVORADA. Secretaria Municipal de Educação. FAZENDO ESCOLA, vol 02, ano 2002, p. 40-42.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

SOMOS TODOS BRASILEIROS CADA UM DO SEU JEITO












TRABALHANDO SOBRE ETNIAS COM ALUNOS DO SEGUNDO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS.

Planejei esta aula a partir das leituras propostas pela interdisciplina de Questões Étnico-Raciais na Educação Sociologia e História do Curso de Pedagogia da UFRGS à distância.

Iniciei a aula com os alunos ouvindo a música “Aquarela” de Toquinho. Após dialogamos sobre a mensagem que ela transmitia sobre as cores.
Distribui uma folha e pedi que fizessem o seu auto-retrato. Após dialogamos sobre nossas aparências. Pedi que fossem dizendo a cor dos cabelos, dos olhos, da pele, com quem eles se pareciam. Explorei com eles o texto “Quem somos afinal?”.

“Uma fusão de raças e culturas que já dura meio milênio deu aos brasileiros traços e personalidade próprias. Mas basta olhar mais de perto para perceber que, apesar de tudo, não perdemos contato com as raízes de nossa formação”. Romanini, (1998) p. 62

Este texto traz uma abordagem sobre a contribuição de todos os povos que aqui chegaram para a formação do povo brasileiro, cada um do seu jeito.

Distribui revistas aos alunos, também dei um quadrado de papel pardo, pedi que recortassem pessoas de todas as etnias desde índios, negros, japoneses, alemães etc. O que eles encentrassem na revista e montassem um mosaico. Inspirei-me na atividade proposta pela interdisciplina citada anteriormente.

Colocamos os trabalhos no mural. Fiz questionamentos sobre as pessoas que compõem o mosaico que eles montaram? Se todos eram brasileiros? Uns responderam que sim outros ficaram na dúvida, justificando sua resposta ao dizer que uma ou outra era japonês ou alemão, mas usei contra-argumentos, para desequilibrar suas dúvidas e certezas.

Retornei com a leitura do texto “Quem somos afinal?

“Apesar dos contrastes de paisagens, das raças diferentes e até dos abismos sociais, conseguimos formar um só povo” Romanini, (1998) p. 64

“A cultura indígena foi a base para o surgimento dos tipos regionais. Essa dívida, porém, ainda não foi reconhecida.” Romanini, (1998) p. 66

“A chegada dos portugueses deu início à mesclagem das raças no Brasil. Que nunca mais parou.” Romanini, (1998) p. 68

“A vida na cidade não destruiu as nossas raízes culturais. Elas continuam a existir, ainda que um pouco camufladas.” Romanini, (1998) p. 70


Pedi aos alunos que comparasse a cor da sua pele com a de seus colegas, perguntei se todas eram iguais? Eles responderam que não.
Coloquei para eles que cada um tem a pele de uma cor e cada um com a sua beleza única.

Retornei a música “Aquarela” e conversamos sobre a beleza das cores, e das cores que podemos criar ao misturar uma ou mais cores.

Todas as atividades desenvolvidas na escola, nós procuramos envolver toda a turma inclusive o aluno portador de Necessidades Educaionais Especiais. Nesta atividade não foi diferente, ele participou do seu jeito dentro do seu ritmo de aprendizagem, contribuindo com sua participação e envolvimento.













REFERÊNCIAS

Revista Terra – junho 1998 – Retratos do Brasil – Texto de ROMANINI, Vinícius p. 62

quinta-feira, 30 de abril de 2009

CONSTRUINDO A INSERÇÃO DA HISTÓRIA E CULTURA INDÍGENA, ATRAVÉS DE VIVIENCIA DE UMA TRIBO.




Fotos tiradas no Museu Histórico Visconde de São Leopoldo


Participei recentemente de um Ciclo de Palestras no Museu Histórico Visconde de São Leopoldo sobre “Índios, escravos e imigrantes: agentes históricos do RS”. Estas palestras vieram contribuir para o estudo e as atividades que estou realizando na interdisciplina de Étnico-Raciais do Curso de Pedagogia a distância da UFRGS.
Estou com muita expectativa sobre a atividade didático-pedagógica, contemplando a diversidade étnica e racial, da interdisciplina de Étnico-Raciais na proposta e planejamento, para duas aulas (8 horas) com uma turma de alunos, na escola em que atuo.
Apresentei a proposta de trabalho, para a equipe diretiva da escola, aprovaram e gostaram muito, tanto que as aulas que seriam desenvolvidas com uma turma de alunos vão ser desenvolvidas com todas as turmas da escola, e acredito que serão necessárias mais aulas do que as previstas no planejamento, lógico que a escola tem poucos alunos, distribuídos em duas turmas de Educação Infantil, uma turma de 1º, 2º, 3º e 4º ano e uma turma de 4ª e 5ª série do ensino fundamental.
Estou propondo para as aulas a temática: Construindo a inserção da história e cultura indígena, através de vivências de uma tribo. Percebo a necessidade de aprofundar-mos mais sobre esta questão, pois conforme as autoras nós não abordamos adequadamente a diversidade étnica na escola.

"Normalmente, quando a diversidade étnica é abordada na escola é mencionada a italiana, a alemã, a polonesa, ficando em segundo plano a portuguesa e com esta a açoriana, a africana e, sobretudo a indígena. Parece que nossas crianças, nossos jovens, nossos adultos não possuem ancestralidade indígena, tendo os cabelos lisos, a pele rosada, um jeito alegre e simples de ser e estar". Petersen, Bergamaschi, Santos.

Primeiro momento será a preparação de uma semana com pesquisa e atividades sobre o modo de vida do índio antes do contato com os brancos e após este contato, e como eles vivem agora. O seu modo de ser comparando com o nosso. O que eles já incorporaram no seu modo de vida através da influência das outras etnias e qual a influencia cultural e tradicional que nós também incorporamos na nossa cultura e tradição a partir da influência indígena. Sendo que o Brasil e não menos o Rio Grande do Sul tem grande diversidade étnica e racial.
Segundo momento será a visita de uma tribo indígena, na nossa escola com seus artesanatos, danças, músicas, brinquedos e brincadeiras de crianças indígenas.
Terceiro momento será a nossa visita na tribo para conhecermos sua aldeia, seus costumes e sua escola, levaremos alguns brinquedos e brincadeiras dos nossos alunos, para este intercambio cultural.
Com as reflexões sobre as leituras dos enfoques temáticos e também com as informações do ciclo de palestras e das leituras de outras fontes de pesquisa, estou construindo meu conhecimento sobre nossa diversidade étnica e racial.
Percebo que precisamos ampliar nossa percepção sócio-cultural em relação à história e cultura indígena, amparado na contextualização da lei 11645/08, pois só temos uma minoria de pessoas que não têm em seus ancestrais uma descendência de alguma etnia. A população brasileira se formou, a partir da misturas de raças, com suas características, suas culturas e suas tradições, conforme o autor em sua obra “O Povo Brasileiro”.

"O brasilíndio como o afro-brasileiro existiam numa terra de ninguém, etnicamente falando, e é a partir dessa carência essencial para livrar-se da ninguemdade de não-índios, não-europeus e não-negros, que eles se vêem forçados a criar a sua própria identidade étnica: a brasileira". Darcy Ribeiro (2000, p.131), apud Petersen.

Minha prática pedagógica em sala de aula fica mais rica, com os conhecimentos prévios sobre a temática a ser desenvolvida, pois posso levar informações e conhecimento, embasado na construção da minha própria aprendizagem construída a partir das fontes estudadas, referidas anteriormente.





REFERÊNCIAS



RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro: A formação e o sentido do Brasil. 16a ed. São Paulo: 2000.

PETERSEN, Ana Maria, BERGAMASCHI, Maria Aparecida, SANTOS, Simone Valdete dos - SEMANA INDÍGENA: AÇÕES E REFLEXÕES INTERCULURAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

quarta-feira, 15 de abril de 2009

APRENDIZAGEM

Ao fazer mais leituras e refletindo sobre o tema, acredito que aprendizagem se da a partir da relação dialética entre professor-aluno. Nenhum aluno é totalmente ignorante, cada um traz consigo e em suas histórias de vidas, conhecimento a serem somados a novos conhecimentos, e nesta relação à aprendizagem irá se dar. O professor não deve adotar uma postura pedagógica apriorista e nem tão pouco uma postura pedagógica empirista, não podemos valorizar e exagerar a importância do meio social e nem a importância da bagagem hereditária. E sim uma postura pedagógica interacionista, considerando as condições internas do sujeito e as condições do meio social, entre a maturação e a experiência adquirida. Concordo com o autor quando coloca que:

“Não é possível buscar a causa do comportamento humano num dos pólos da interação, pois a causa não está nem no indivíduo, nem no meio, mas nas ações do sujeito que responde às resistências do meio, modificando ativamente suas estruturas”.CUNHA,1999,p.59.
Reforçamos nossos acertos e continuamos somando a eles novas descobertas; procuram nos nossos erros uma relação construtiva que nos leve a retomar um caminho que nos conduza aos passos “certos”.
Essa teoria comprova que ninguém é detentor do saber e que o conhecimento não é algo estanque. Para Freire, apud Becker (1992) “o professor, além de ensinar, passa a aprender; e o aluno, além de aprender, passa a ensinar. Nesta relação, professor e alunos avançam no tempo.”

OBS: As fotos usadas nas minhas postagens, são de alunos das turmas que atendo nas aulas de projetos, desenvolvendo atividades diferenciadas sobre diversas temáticas e temas transversais dos PCNS.


REFERÊNCIAS





BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos.BECKER, Fernando. Epistemologia subjacente ao trabalho docente. Porto Alegre:FACED/UFRGS, 1992. 387p. (Apoio INEP/CNPQ). (No prelo: VOZES). (Relatório depesquisa)._______. Da ação à operação: o caminho da aprendizagem: J. Piaget e Paulo Freire. PortoAlegre: Palmarinca, 1993._______. Ensino e construção do conhecimento; o processo de abstração reflexionante.Educação e Realidade, Porto Alegre, 18(1):43-52, jan./jun. 1993._______. Saber ou ignorância: Piaget e a questão do conhecimento na escola pública.Psicologia-USP, 1(1):77-87, jan./jun. 1990.


CUNHA, Gládis Franck da. Interação e meio: a filtragem do mundo. Porto Alegre: UFRGS/FACED, 1999. Tese de Doutorado.

sábado, 28 de março de 2009

REFLEXÃO DA AULA SOBRE PROJETOS DE PESQUISA

Na aula do dia 18 de março de 2009, foi discutido sobre os projetos desenvolvidos no segundo semestre de 2008, na interdisciplina de Projeto Pedagógico em Ação – PAS. Do EAD- Pedagogia- UFRGS.
Alguns grupos apresentaram seus trabalhos de pesquisas. Acreditando que estavam de acordo com a orientação recebida para desenvolvê-los, inclusive com seus Mapas Conceituais. A professora Marie Jane levantava questões, fazendo surgirem dúvidas sobre os trabalhos, provocando perturbações, criando uma discussão sobre os mesmos. De como deveriam ter sido formuladas as perguntas sobre os assuntos a serem pesquisados, para que não ficassem ambíguos. Ao questionar nossos argumentos, provocou desequilíbrio nas nossas convicções, tirando-nos da nossa acomodação, fazendo com que repensássemos sobre o desenvolvimento e construção do trabalho de pesquisa.
Eu cheguei à conclusão de que muita informação não quer dizer conhecimento, e que também preciso saber se as fontes pesquisadas são confiáveis, comparar com outras fontes de pesquisas, não só com multimídias. Uma certeza ficou de que estamos sempre aprendendo a aprender. Passam-se os anos, mesmo com toda a experiência sempre vão surgir situações e informações novas que nos leva a agregar novos conhecimentos, muitas vezes aos velhos conhecimentos. Conforme BECKER “Vive-se intensamente o presente na medida em que se constrói o futuro, buscando no passado sua fecundação. Dos escombros do passado delineia-se o horizonte do futuro; origina se, daí, o significado que dá plenitude ao presente”. A aprendizagem não está pronta, ela está num contínuo processo de construção.

Uma Escola onde todos têm direito a educação de qualidade.
Fotos dos alunos em difentes momentos de construção da aprendizagem. Professor e aluno exploram materiais, idéias, hipóteses. Trocam informações e conhecimentos mutuamente, ambos ensinantes-aprendentes.
















REFERÊNCIAS

BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos.
BECKER, Fernando. Epistemologia subjacente ao trabalho docente. Porto Alegre:
FACED/UFRGS, 1992. 387p. (Apoio INEP/CNPQ). (No prelo: VOZES). (Relatório de
pesquisa).
_______. Da ação à operação: o caminho da aprendizagem: J. Piaget e Paulo Freire. Porto
Alegre: Palmarinca, 1993.
_______. Ensino e construção do conhecimento; o processo de abstração reflexionante.
Educação e Realidade, Porto Alegre, 18(1):43-52, jan./jun. 1993.
_______. Saber ou ignorância: Piaget e a questão do conhecimento na escola pública.
Psicologia-USP, 1(1):77-87, jan./jun. 1990.

domingo, 30 de novembro de 2008

DESENVOLVENTO PROJETO DE PESQUISA DO INTERESSE DA TURMA


MINHA REFLEXÃO


Valéria Pereira de Souza


Ao fazer minha reflexão sobre este segundo semestre de 2008, relativo às minhas aprendizagens, na elaboração da síntese final do Seminário Integrador V do PEAD.
Procurei uma situação vivenciada em sala de aula, dentro da perspectiva da escola como espaço de aprendizagens, descoberta e inovações do aluno e do professor, vieram-me várias situações vivenciadas durante este semestre de aprendizagens significativas para os alunos como para mim como educadora. Dentre elas escolhi uma que partiu do aluno Gabriel, despertando o interesse e aguçando a curiosidade da turma do 2º ano.
Durante o trabalho realizado sobre o Rio dos Sinos, um aluno trouxe um questionamento sobre o mosquito transmissor da Dengue. O foco da questão era se o mosquito colocava seus ovos nas águas dos rios, surgindo assim uma discussão entre eles sobre o assunto. Deixei que a conversa fluísse para que eu pudesse verificar o nível de interesse do grupo, e também para que eu sondasse conhecimentos prévios acerca do assunto. Percebi que eles sabem muita coisa! Depois de algum tempo, começaram a me questionar e por fim, um aluno perguntou: “professora nós podemos trabalhar sobre a Dengue”?

Nos PAs, o tema a ser estudado é levantado pelos alunos, de forma individual e em grupos, juntamente com os professores e a coordenação pedagógica. Na escolha dos assuntos, leva-se em consideração a curiosidade e os desejos dos aprendizes. As regras e diretrizes são elaboradas pelo grupo de alunos e professores. Ao professor cabe o papel de problematizador, de desafiador. O aluno é o agente do processo. A concepção presente é a da construção do conhecimento. REAL (2007).

A partir desta expectativa criada em torno do mosquito da dengue, começamos um projeto de pesquisa sobre o assunto. Os alunos organizaram-se em grupos (formados espontaneamente), discutiram de que forma poderiam desenvolver e distribuir as atividades. Eu os orientei para que cada grupo ficasse encarregado de uma tarefa, segundo Real (2007) “Interagir em grupos enriquece o trabalho, pois cada um pode contribuir de maneira criativa e solidária para a realização de um projeto coletivo (uma rede) que, por sua vez, enriquece o pensamento e as relações entre os participantes”.
As atividades foram distribuídas conforme as possibilidades de cada grupo: um ficaria responsável pela entrevista com os familiares, outro pela pesquisa na internet, outro pela pesquisa e recorte de jornais, outro de conseguir e montar folders para a campanha de conscientização na comunidade e eu fiquei de conseguir o slide sobre a Dengue com a vigilância sanitária.
Após termos reunido todo material, assistimos o slide. Durante a projeção, eles demonstraram interesse e curiosidade. Montamos o mural “PREVINA-SE CONTRA A DENGUE” com recortes, também fizemos as leituras das pesquisas e o levantamento das entrevistas. Confeccionamos o mosquito com sucata. Munidos de conhecimentos e folders explicativos sobre a dengue distribuímos para a comunidade escolar, fazendo a campanha de conscientização.
Este trabalho veio mais uma vez comprovar meus sentimentos de satisfação e realização em relação aos trabalhos desenvolvidos nos PAs e no “Projetos Temáticos” em Psicologia da Vida Adulta. Através desta aprendizagem aprendi como é envolvente realizar projetos de pesquisa com assuntos de nosso interesse e poder proporcionar e aceitar trabalhar assuntos do interesse de nossos alunos. Eu já vinha experimentando na minha prática pedagógica trabalhos com projetos, após eu própria experimentar esta vivência na realização das minhas atividades como estudante, eu busquei ainda mais ouvir as inquietudes, interesse e curiosidade dos alunos, quando planejo minhas aulas, buscando proporcionar aquisição de conhecimento, advinda do interesse coletivo. A aprendizagem é muito mais significativa quando cercada de valor e interesse, quando desperta curiosidade, instiga todos os envolvidos nesse processo de construção.



REFERÊNCIAS



REAL, Luciane Corte. Aprendizagens Amorosas na Interface Escola, Projetos de Aprendizagem e Tecnologias Digitais. Tese defendida em 10/07/2007. Centro Interdisciplinar de Novas Tecnologias na Educação. Programa de Pós-Graduação em Informática na Educação, Porto Alegre. Orientadora Cleci Maraschin.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

TRABALHANDO COM PROJETOS











Na escola temos o projeto dos Guardiões Ambientais, são alunos que escolheram fazerem parte deste projeto de Meio Ambiente. Pois os assuntos e atividades despertaram interesses e curiosidades dos mesmos.
Os assuntos e atividade sobre o Meio Ambiente são escolhidos conforme o interesse deles. Mas durante o ano letivo, também tem alguns temas que são determinados pela coordenadoria do Meio Ambiente do Município, não deixando de serem projetos de pesquisas, que despertam o interesse do grupo, também faço parte desse grupo com o mesmo interesse em pesquisar e orienta-los no desenvolvimento das pesquisas. No mês de outubro, por exemplo, para participarmos da III Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, tivemos que pesquisar e estudar os subtemas: água, terra, ar e fogo da Conferência. E após apresentamos a comunidade os subtemas e escolhemos um deles, dentro do tema, também assumimos uma responsabilidade e uma ação, para desenvolver na comunidade escolar.
Conforme a professora Jaqueline da interdisciplina Projetos Pedagógicos em Ação do curso de Pedagogia à distância, nós devemos proporcionar projetos que surgem do interesse dos alunos. Eu sou professora com bastante experiência em sala de aula, concordo com ela, porém tenho desenvolvido muitos projetos com os alunos, inclusive quando alfabetizava, nem sempre foi só projeto do interesse deles, alguns eu tinha que direcionar, para que contemplasse os conteúdos a serem desenvolvidos conforme as exigências das séries. Mas ultimamente sou professora de projetos nas duas escolas e tenho procurado seguir as orientações, desenvolvidas tanto nos PAS, como nos projetos Temáticos da interdisciplina de Psicologia, onde as professoras deixaram livre a escolha dos assuntos a serem pesquisados por nós alunas professoras. Nos PAS foi mais livre a escolha dos assuntos conforme nosso interesse, já em Psicologia os assuntos não foram tão livre assim, pois tinha que ser dentro da temática da Psicologia da Vida Adulta. Deixando claro que nem sempre os projetos podem ser de livre escolha, alguns sim, outros nem tanto, precisando ser direcionados aos conteúdos que necessitam serem desenvolvidos durante o ano letivo.