segunda-feira, 15 de junho de 2009

REFLEXÃO TEÓRICA SOBRE A PRÁTICA NA SALA DE AULA DO PLANEJAMENTO

Ao planejar e elaborar a atividade didática pedagógica contemplando a diversidade étnica e racial, foi interessante, instigante e envolvente. O planejamento que seria para duas aulas de quatro horas cada, necessitou-se ampliar para mais duas aulas, assim mesmo é pouco tempo para desenvolver um assunto tão amplo, de acordo com Luciano, p.01(2006). “Falar hoje de índios no Brasil significa falar de uma diversidade de povos, habitantes originários das terras conhecidas na atualidade como continente americano. São povos que já habitavam há milhares de anos essas terras, muito antes da invasão européia”.

Ao propor uma das atividades sobre as etnias, a confecção de bonecos, com massinha de modelar, numa das turmas apareceu claramente o racismo não sobre o índio, mas sim sobre afro-descendente, a maioria dos alunos demonstrou interesse em confeccionar bonecos, cada um escolheu uma etnia, uns escolheram o índio, outros o alemão, e o só um aluno quis fazer o afro-descendente, este menino era negro, os outros começaram com risos zombeteiros, por que o menino escolheu fazer o boneco afro-descendente, segundo PARÉ, p. 02. Aqui está claramente um “Preconceito Racial, nos risos zombeteiros ofensivos ao “SER NEGRO” a 1º Grande Essência das Dimensões. A Discriminação na escola, reflexo dos preconceitos na sociedade brasileira”. Neste momento me senti despreparada e insegura no modo de como intervir adequadamente nesta questão de racismo oculto. Então decidi que todos iriam fazer um boneco de cada etnia, assim todos fariam um boneco índio, um boneco alemão e um boneco negro.


Esta atividade fez com que revisse minha prática pedagógica em sala de aula, como eu trabalhava sobre o índio e quando, só no dia 19 de abril, e muito superficialmente, cometia o erro de sempre, pintava os alunos de índios, colocava penas nas cabeças e cantava um, dois, três indiozinhos num pequeno barco. Isto eu não faço mais desde a interdisciplina de Estudos Sócias com a Professora Simone Valdete dos Santos que ampliou um pouco mais meus conhecimentos sobre o assunto e que pediu “que pelo amor de Deus não fizéssemos mais isto”. Ela também nos proporcionou uma palestra com um índio Kaingang, estudante de pedagogia na UFRGS.


Este planejamento significou muito, contribuindo para ampliar o que já sabia sobre os povos indígenas, sempre tive uma visão ampla sobre os indígenas, sempre valorizei esta cultura diferente da minha, me questionava sobre o massacre e extermínio dos índios, ainda me angustia saber que eles são os verdadeiros donos das terras, e ficaram sem seu território, ficando muitas vezes com terras desprovidas de natureza, muitas vezes reduzidas a alguns pedaços, sem ter como sobreviver com suas culturas e tradições, pois os recursos naturais estão cada vez mais escassos e poluídos, de acordo com as autoras:

Desde os primeiros encontros de indígenas e europeus, muitas admirações, incompreensões e estranhamentos foram gerados, de ambos os lados. Evidentemente, o maior prejuízo ficou com os povos indígenas, destruídos no direito de existir na sua multiplicidade étnico-cultural e destituídos da terra, o mais precioso bem. Porém, incansáveis nas formas de se organizar, não só no Brasil, mas em consonância com os povos indígenas da América e do mundo, observamos na atualidade um forte movimento de afirmação étnica e luta pelos direitos. PETERSEN, BERGAMASCHI, SANTOS. P.02.


Ao planejar a atividade sobre as questões étnicas raciais, descobri que posso formar opiniões corretas sobre o assunto, e não mais equívocos com se cometiam até pouco tempo atrás. Nós educadores precisamos aprender cada vez mais como trabalhar as diferenças, o racismo, o preconceito de um modo adequado, com mais segurança nas intervenções em sala de aula. Conseguiremos isto se formos em busca de conhecimentos para que possamos contribuir para a formação de opiniões e conceitos corretos em nossos alunos, para que através deles transformemos a sociedade numa sociedade mais fraterna e justa com princípios e valores morais corretos livres de pré-conceitos e racismos, seja ele qual for.


FOTOS DE ALGUMAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS DURANTE A PRÁTICA DO PLANEJAMENTO.






REFERÊNCIAS


LUCIANO, Gersen dos Santos – Baniwa – Texto extraído do Livro “O Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje” – Brasília, 2006. Site: http://www.trilhasdeconhecimentos.etc.br/

PARÉ, Marilene Leal - Auto-Imagem e Auto-estima na Criança Negra: Um Olhar sobre o seu - Desempenho Escolar - Síntese de Dissertação de Mestrado em Educação apresentada para a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Orientadora Educacional do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

PETERSEN, Ana Maria, BERGAMASCHI, Maria Aparecida, SANTOS, Simone Valdete – Semana Indígena: Ações e Reflexões Interculturais na Formação de Professores.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

APRENDIZAGEM

A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO DOS PAIS NA ESCOLA E A APRENDIZAGEM


Hoje dia 28 de maio de 2009, recebi uma enquête sobre a importância da participação na vida escolar dos alunos. Isto me fez refletir sobre as aulas da interdisciplina de Psicologia II, do curso de Pedagogia a distância da UFRGS, sobre aprendizagem, uma atividade realizada neste primeiro semestre de 2009.
Esta atividade traz exatamente esse assunto, da importância da participação dos responsáveis no cotidiano escolar, não só para receber os conceitos e reclamações, mas para estarem a par e participar dos eventos que a escola proporciona para a comunidade escolar.
Esta atividade de psicologia veio mostrar que eu estava certa na minha prática pedagógica em buscar a participação dos pais e responsáveis dos alunos, com os quais desenvolvia minha atuação como educadora. Sempre acolhi os pais, contando com a sua participação e mostrando a importância da mesma. Esta experiência que vou relatar foi significativa à participação dos responsáveis. Neste caso foi a participação da vovó de um aluno, que sempre se fazia presente na vida escolar do neto. Sem qualquer formação acadêmica, mas com muita prática na sua caminhada de vida a vovó do Lucas, nos deixou uma lição. Ao nos ajudar com sua sabedoria e vivência, na experiência para a Feira de idéias e ciências da escola. A transmissão da sabedoria e da experiência dos mais velhos se faz necessária para os mais jovens. Neste sentido concordo com o autor quando afirma:

“É preciso fazer com que nossas crianças possam buscar a riqueza dos ancestrais, dos avós, bisavós. É preciso abrir espaço na escola para que o velho avô venha contar histórias que ele ouvia na sua época de criança e ensine e cante as cantigas de rodas. Tudo isso não como saudade de um tempo que já se foi, mas para dar sentido ao presente; para trazer a emoção de terem vivido um tempo que muito pode ensinar aos jovens modernos”. Mundurucu, Daniel, 2002, p. 40-42.


Fizemos exatamente como a avó do Lucas tinha sugerido. Então deu resultado a nossa experiência, sendo um sucesso.
Esta aprendizagem se deu no contexto escolar, e considero-a muito positiva, uma vez que aprendemos com nossos “erros”, através de uma experiência que não estava dando certo. Baseada no texto de Becker (1992) eu posso afirmar que só existe aprendizagem quando advinda da soma de experiências, pois segundo ele: “aprendizagem é por excelência, construção; ação e tomada de consciência da coordenação das ações”.
Refletir sobre esta aprendizagem, fez-me descobrir que ainda tenho muito que aprender, que a partir de uma experiência simples, a meu ver, que se tornou mais complexa.
Esta experiência também fez com que voltássemos para a pesquisa, pois sentimos a importância de buscar conhecimentos prévios, isto comprova que ninguém é detentor do saber e que o conhecimento não é algo estanque. Eu e os alunos aprendemos que para realizar e propor determinadas aprendizagens se faz necessários conhecimentos prévios, com ações de pesquisa na busca de informações sobre o assunto.
Ao recomeçar o trabalho, recorremos a diversos meios de comunicação recentes, não esquecendo os meios mais antigos que têm seu papel e as suas vantagens, e também de contar com a experiência das pessoas mais velhas. Hoje em dia não se dá o devido valor e respeito ao conhecimento e vivência dos mais velhos. Na cultura indígena ainda, o conhecimento é passado de geração em geração pelos mais velhos. É compreendendo o valor dos ensinamentos dos mais velhos, da família, que avançamos no nosso conhecimento, inclusive percebendo e valorizando a diferença de papéis e das coisas para nós próprios e para o mundo. Segundo o autor.

“Tenho certeza que isso dará um ânimo novo nos educandos e renovará o sentido de família, de pertencimento a um grupo, a um povo, a uma nação. É isso que eu sentia quando ouvia as histórias de meu avô e me fez superar minhas crises de identidade e compreender as coisas que são importantes para o meu povo. Talvez isso crie uma nova identidade para o povo brasileiro.” Mundurucu, Daniel, 2002, p. 40-42.

Esta cultura de se ouvir os mais velhos se perdeu na atualidade, as pessoas idosas na maioria das vezes são abandonadas nos asilos, não sendo respeitadas e valorizados os seus conhecimentos e experiência de vida. O velho é considerado um peso morto para a família. Esquecendo-se que este idoso é a ligação com seus ancestrais, com sua cultura. Por isso a participação e envolvimento dos pais na vida cotidiana escolar dos filhos se fazem necessária e importante para o sucesso da aprendizagem.
A ruptura desse elo hoje, são as crises familiares, as crises de identidade. Isso acarreta em falta de transmissão de valores, conhecimentos e experiências de vida dos mais velhos para os mais jovens. Muitos jovens se negam o fato de que um dia também irão envelhecer. De acordo com a reflexão do psicólogo.

O envelhecer significa a aproximação da morte, do fim da existência, aonde tudo termina e não tem mais volta... por isso o velho sempre é o outro. O horror que sentimos pelo envelhecimento é o medo de morrer, de se tornar tão repugnante quanto o outro que fica cego, surdo, 'gagá', etc... 'Que horror se isso acontecer!' Mas todos envelhecem, é inevitável (a não ser quem morre cedo demais... por motivos diversos), então o que fazer? Deixar o tempo passar ficar velho e receber o preconceito dos mais jovens? Não!!! Braga, Marcos Augusto da Silva


Precisamos aprender com a cultura indígena, a resgatar a sabedoria e valorização do idoso, trazendo-o para o convívio familiar e ressaltando a importância de conviver com eles, e não isola-los como muitos fazem. Devemos perceber que somos um fiozinho que nos liga a continuação de nossos antepassados, com uma história e tradição que precisa continuar. São valores que precisamos passar para nossos filhos, isto só acontecerá com o convívio, à vivência e o exemplo. A escola embora possa mencionar, não tem como assumir a passagem destes valores, sendo isto incumbência da própria família. O que demonstra a importância da participação dos pais na escola.

REFERÊNCIAS


BECKER, Fernando. Epistemologia subjacente ao trabalho docente. Porto Alegre:
FACED/UFRGS, 1992. 387p. (Apoio INEP/CNPQ). (No prelo: VOZES). (Relatório de
pesquisa).
_______. Da ação à operação: o caminho da aprendizagem: J. Piaget e Paulo Freire. Porto
Alegre: Palmarinca, 1993.
_______. Ensino e construção do conhecimento; o processo de abstração reflexionante.
Educação e Realidade, Porto Alegre, 18(1):43-52, jan./jun. 1993.
_______. Saber ou ignorância: Piaget e a questão do conhecimento na escola pública.
Psicologia-USP, 1(1):77-87, jan./jun. 1990.

BRAGA, Marcos Augusto da Silva – Psicólogo – artigo p\seção: saúde.
Mariana.kalil@zerohora.com.br.
http://www.sermelhor.com/artigo.php?artigo=26&secao=saude

MUNDURUCU, Daniel Em busca de uma ancestralidade brasileira - Formado em Filosofia, com licenciatura em história e psicologia. Mestre em Antropologia social da Universidade de São Paulo (USP). Índio da nação Mundurucu - Pará. Esse texto faz parte da seguinte publicação:
PREFEITURA DE ALVORADA. Secretaria Municipal de Educação. FAZENDO ESCOLA, vol 02, ano 2002, p. 40-42.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

SOMOS TODOS BRASILEIROS CADA UM DO SEU JEITO












TRABALHANDO SOBRE ETNIAS COM ALUNOS DO SEGUNDO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS.

Planejei esta aula a partir das leituras propostas pela interdisciplina de Questões Étnico-Raciais na Educação Sociologia e História do Curso de Pedagogia da UFRGS à distância.

Iniciei a aula com os alunos ouvindo a música “Aquarela” de Toquinho. Após dialogamos sobre a mensagem que ela transmitia sobre as cores.
Distribui uma folha e pedi que fizessem o seu auto-retrato. Após dialogamos sobre nossas aparências. Pedi que fossem dizendo a cor dos cabelos, dos olhos, da pele, com quem eles se pareciam. Explorei com eles o texto “Quem somos afinal?”.

“Uma fusão de raças e culturas que já dura meio milênio deu aos brasileiros traços e personalidade próprias. Mas basta olhar mais de perto para perceber que, apesar de tudo, não perdemos contato com as raízes de nossa formação”. Romanini, (1998) p. 62

Este texto traz uma abordagem sobre a contribuição de todos os povos que aqui chegaram para a formação do povo brasileiro, cada um do seu jeito.

Distribui revistas aos alunos, também dei um quadrado de papel pardo, pedi que recortassem pessoas de todas as etnias desde índios, negros, japoneses, alemães etc. O que eles encentrassem na revista e montassem um mosaico. Inspirei-me na atividade proposta pela interdisciplina citada anteriormente.

Colocamos os trabalhos no mural. Fiz questionamentos sobre as pessoas que compõem o mosaico que eles montaram? Se todos eram brasileiros? Uns responderam que sim outros ficaram na dúvida, justificando sua resposta ao dizer que uma ou outra era japonês ou alemão, mas usei contra-argumentos, para desequilibrar suas dúvidas e certezas.

Retornei com a leitura do texto “Quem somos afinal?

“Apesar dos contrastes de paisagens, das raças diferentes e até dos abismos sociais, conseguimos formar um só povo” Romanini, (1998) p. 64

“A cultura indígena foi a base para o surgimento dos tipos regionais. Essa dívida, porém, ainda não foi reconhecida.” Romanini, (1998) p. 66

“A chegada dos portugueses deu início à mesclagem das raças no Brasil. Que nunca mais parou.” Romanini, (1998) p. 68

“A vida na cidade não destruiu as nossas raízes culturais. Elas continuam a existir, ainda que um pouco camufladas.” Romanini, (1998) p. 70


Pedi aos alunos que comparasse a cor da sua pele com a de seus colegas, perguntei se todas eram iguais? Eles responderam que não.
Coloquei para eles que cada um tem a pele de uma cor e cada um com a sua beleza única.

Retornei a música “Aquarela” e conversamos sobre a beleza das cores, e das cores que podemos criar ao misturar uma ou mais cores.

Todas as atividades desenvolvidas na escola, nós procuramos envolver toda a turma inclusive o aluno portador de Necessidades Educaionais Especiais. Nesta atividade não foi diferente, ele participou do seu jeito dentro do seu ritmo de aprendizagem, contribuindo com sua participação e envolvimento.













REFERÊNCIAS

Revista Terra – junho 1998 – Retratos do Brasil – Texto de ROMANINI, Vinícius p. 62

quinta-feira, 30 de abril de 2009

CONSTRUINDO A INSERÇÃO DA HISTÓRIA E CULTURA INDÍGENA, ATRAVÉS DE VIVIENCIA DE UMA TRIBO.




Fotos tiradas no Museu Histórico Visconde de São Leopoldo


Participei recentemente de um Ciclo de Palestras no Museu Histórico Visconde de São Leopoldo sobre “Índios, escravos e imigrantes: agentes históricos do RS”. Estas palestras vieram contribuir para o estudo e as atividades que estou realizando na interdisciplina de Étnico-Raciais do Curso de Pedagogia a distância da UFRGS.
Estou com muita expectativa sobre a atividade didático-pedagógica, contemplando a diversidade étnica e racial, da interdisciplina de Étnico-Raciais na proposta e planejamento, para duas aulas (8 horas) com uma turma de alunos, na escola em que atuo.
Apresentei a proposta de trabalho, para a equipe diretiva da escola, aprovaram e gostaram muito, tanto que as aulas que seriam desenvolvidas com uma turma de alunos vão ser desenvolvidas com todas as turmas da escola, e acredito que serão necessárias mais aulas do que as previstas no planejamento, lógico que a escola tem poucos alunos, distribuídos em duas turmas de Educação Infantil, uma turma de 1º, 2º, 3º e 4º ano e uma turma de 4ª e 5ª série do ensino fundamental.
Estou propondo para as aulas a temática: Construindo a inserção da história e cultura indígena, através de vivências de uma tribo. Percebo a necessidade de aprofundar-mos mais sobre esta questão, pois conforme as autoras nós não abordamos adequadamente a diversidade étnica na escola.

"Normalmente, quando a diversidade étnica é abordada na escola é mencionada a italiana, a alemã, a polonesa, ficando em segundo plano a portuguesa e com esta a açoriana, a africana e, sobretudo a indígena. Parece que nossas crianças, nossos jovens, nossos adultos não possuem ancestralidade indígena, tendo os cabelos lisos, a pele rosada, um jeito alegre e simples de ser e estar". Petersen, Bergamaschi, Santos.

Primeiro momento será a preparação de uma semana com pesquisa e atividades sobre o modo de vida do índio antes do contato com os brancos e após este contato, e como eles vivem agora. O seu modo de ser comparando com o nosso. O que eles já incorporaram no seu modo de vida através da influência das outras etnias e qual a influencia cultural e tradicional que nós também incorporamos na nossa cultura e tradição a partir da influência indígena. Sendo que o Brasil e não menos o Rio Grande do Sul tem grande diversidade étnica e racial.
Segundo momento será a visita de uma tribo indígena, na nossa escola com seus artesanatos, danças, músicas, brinquedos e brincadeiras de crianças indígenas.
Terceiro momento será a nossa visita na tribo para conhecermos sua aldeia, seus costumes e sua escola, levaremos alguns brinquedos e brincadeiras dos nossos alunos, para este intercambio cultural.
Com as reflexões sobre as leituras dos enfoques temáticos e também com as informações do ciclo de palestras e das leituras de outras fontes de pesquisa, estou construindo meu conhecimento sobre nossa diversidade étnica e racial.
Percebo que precisamos ampliar nossa percepção sócio-cultural em relação à história e cultura indígena, amparado na contextualização da lei 11645/08, pois só temos uma minoria de pessoas que não têm em seus ancestrais uma descendência de alguma etnia. A população brasileira se formou, a partir da misturas de raças, com suas características, suas culturas e suas tradições, conforme o autor em sua obra “O Povo Brasileiro”.

"O brasilíndio como o afro-brasileiro existiam numa terra de ninguém, etnicamente falando, e é a partir dessa carência essencial para livrar-se da ninguemdade de não-índios, não-europeus e não-negros, que eles se vêem forçados a criar a sua própria identidade étnica: a brasileira". Darcy Ribeiro (2000, p.131), apud Petersen.

Minha prática pedagógica em sala de aula fica mais rica, com os conhecimentos prévios sobre a temática a ser desenvolvida, pois posso levar informações e conhecimento, embasado na construção da minha própria aprendizagem construída a partir das fontes estudadas, referidas anteriormente.





REFERÊNCIAS



RIBEIRO, Darcy. O Povo Brasileiro: A formação e o sentido do Brasil. 16a ed. São Paulo: 2000.

PETERSEN, Ana Maria, BERGAMASCHI, Maria Aparecida, SANTOS, Simone Valdete dos - SEMANA INDÍGENA: AÇÕES E REFLEXÕES INTERCULURAIS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES

quarta-feira, 15 de abril de 2009

APRENDIZAGEM

Ao fazer mais leituras e refletindo sobre o tema, acredito que aprendizagem se da a partir da relação dialética entre professor-aluno. Nenhum aluno é totalmente ignorante, cada um traz consigo e em suas histórias de vidas, conhecimento a serem somados a novos conhecimentos, e nesta relação à aprendizagem irá se dar. O professor não deve adotar uma postura pedagógica apriorista e nem tão pouco uma postura pedagógica empirista, não podemos valorizar e exagerar a importância do meio social e nem a importância da bagagem hereditária. E sim uma postura pedagógica interacionista, considerando as condições internas do sujeito e as condições do meio social, entre a maturação e a experiência adquirida. Concordo com o autor quando coloca que:

“Não é possível buscar a causa do comportamento humano num dos pólos da interação, pois a causa não está nem no indivíduo, nem no meio, mas nas ações do sujeito que responde às resistências do meio, modificando ativamente suas estruturas”.CUNHA,1999,p.59.
Reforçamos nossos acertos e continuamos somando a eles novas descobertas; procuram nos nossos erros uma relação construtiva que nos leve a retomar um caminho que nos conduza aos passos “certos”.
Essa teoria comprova que ninguém é detentor do saber e que o conhecimento não é algo estanque. Para Freire, apud Becker (1992) “o professor, além de ensinar, passa a aprender; e o aluno, além de aprender, passa a ensinar. Nesta relação, professor e alunos avançam no tempo.”

OBS: As fotos usadas nas minhas postagens, são de alunos das turmas que atendo nas aulas de projetos, desenvolvendo atividades diferenciadas sobre diversas temáticas e temas transversais dos PCNS.


REFERÊNCIAS





BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos.BECKER, Fernando. Epistemologia subjacente ao trabalho docente. Porto Alegre:FACED/UFRGS, 1992. 387p. (Apoio INEP/CNPQ). (No prelo: VOZES). (Relatório depesquisa)._______. Da ação à operação: o caminho da aprendizagem: J. Piaget e Paulo Freire. PortoAlegre: Palmarinca, 1993._______. Ensino e construção do conhecimento; o processo de abstração reflexionante.Educação e Realidade, Porto Alegre, 18(1):43-52, jan./jun. 1993._______. Saber ou ignorância: Piaget e a questão do conhecimento na escola pública.Psicologia-USP, 1(1):77-87, jan./jun. 1990.


CUNHA, Gládis Franck da. Interação e meio: a filtragem do mundo. Porto Alegre: UFRGS/FACED, 1999. Tese de Doutorado.

sábado, 28 de março de 2009

REFLEXÃO DA AULA SOBRE PROJETOS DE PESQUISA

Na aula do dia 18 de março de 2009, foi discutido sobre os projetos desenvolvidos no segundo semestre de 2008, na interdisciplina de Projeto Pedagógico em Ação – PAS. Do EAD- Pedagogia- UFRGS.
Alguns grupos apresentaram seus trabalhos de pesquisas. Acreditando que estavam de acordo com a orientação recebida para desenvolvê-los, inclusive com seus Mapas Conceituais. A professora Marie Jane levantava questões, fazendo surgirem dúvidas sobre os trabalhos, provocando perturbações, criando uma discussão sobre os mesmos. De como deveriam ter sido formuladas as perguntas sobre os assuntos a serem pesquisados, para que não ficassem ambíguos. Ao questionar nossos argumentos, provocou desequilíbrio nas nossas convicções, tirando-nos da nossa acomodação, fazendo com que repensássemos sobre o desenvolvimento e construção do trabalho de pesquisa.
Eu cheguei à conclusão de que muita informação não quer dizer conhecimento, e que também preciso saber se as fontes pesquisadas são confiáveis, comparar com outras fontes de pesquisas, não só com multimídias. Uma certeza ficou de que estamos sempre aprendendo a aprender. Passam-se os anos, mesmo com toda a experiência sempre vão surgir situações e informações novas que nos leva a agregar novos conhecimentos, muitas vezes aos velhos conhecimentos. Conforme BECKER “Vive-se intensamente o presente na medida em que se constrói o futuro, buscando no passado sua fecundação. Dos escombros do passado delineia-se o horizonte do futuro; origina se, daí, o significado que dá plenitude ao presente”. A aprendizagem não está pronta, ela está num contínuo processo de construção.

Uma Escola onde todos têm direito a educação de qualidade.
Fotos dos alunos em difentes momentos de construção da aprendizagem. Professor e aluno exploram materiais, idéias, hipóteses. Trocam informações e conhecimentos mutuamente, ambos ensinantes-aprendentes.
















REFERÊNCIAS

BECKER, Fernando. Modelos pedagógicos e modelos epistemológicos.
BECKER, Fernando. Epistemologia subjacente ao trabalho docente. Porto Alegre:
FACED/UFRGS, 1992. 387p. (Apoio INEP/CNPQ). (No prelo: VOZES). (Relatório de
pesquisa).
_______. Da ação à operação: o caminho da aprendizagem: J. Piaget e Paulo Freire. Porto
Alegre: Palmarinca, 1993.
_______. Ensino e construção do conhecimento; o processo de abstração reflexionante.
Educação e Realidade, Porto Alegre, 18(1):43-52, jan./jun. 1993.
_______. Saber ou ignorância: Piaget e a questão do conhecimento na escola pública.
Psicologia-USP, 1(1):77-87, jan./jun. 1990.