segunda-feira, 7 de setembro de 2009

DESCOBRINDO A PEDAGOGIA DE COMÊNIO.

Ao realizar as leituras dos textos propostos pela interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação do Curso de Pedagogia a Distância da UFRGS. Percebo e encontro no meu cotidiano escolar alguns elementos importantes da pedagogia do Comênio.
Na escola em que trabalho há espaço e momentos de diálogo, ouvir música e dança na sala de aula, recreação e brincadeiras no pátio e na pracinha; leituras na biblioteca, filmes na sala de vídeo e aulas de teatro no auditório. Busco alternar esses espaços e momentos com as demais atividades cognitivas, para que a aula não se torne cansativa e monótona. Conforme Comênio (Didática Magna, 1657, cap. 15), apud de DOLL devemos “alterar o trabalho com descanso através de conversa, brincadeira ou música”.
Ao elaborar as aulas, procuro levar em consideração as necessidades e a capacidade dos alunos, respeitando o ritmo de cada um, valorizando e usando como ponto de partida o que o aluno já sabe, incentivando a troca de saberes entre os alunos, isto é, um ensinado o outro. Segundo Comênio (Didática Magna, 1657, cap. 16, 17 e 18), apud de DOLL "chama a atenção para respeitar a capacidade de compreensão do aluno, não sobrecarregar as aulas, progredir do fácil para o difícil, cuidar da motivação dos alunos, animar os alunos a ensinarem uns aos outros”.
Na minha prática pedagógica elaboro atividades que envolvam todos os alunos, mesmo os de inclusão, buscando um ensino de qualidade para todos. De acordo com Comênio (Didática Magna, 1657), apud de DOLL “a importância da educação para o ser humano exige uma educação para homens e mulheres e para todos os grupos sociais”.
Geralmente, tenho bom relacionamento com os alunos, o que facilita a aprendizagem e ao desenvolver as atividades parto do concreto para o abstrato através da observação, da vivência e da experimentação. Segundo Comênio (Didática Magna, 1657, cap. 18 e 19), apud de DOLL, a aprendizagem deve começar “a partir dos sentidos, da percepção, da experiência do aluno, e não a partir de teorias abstratas”.
Aprendi ao ler os textos sobre a pedagogia de Comênio, que os profissionais da educação precisam fazer uma releitura da “Didática Magna” para que os professores ensinem menos e os alunos aprendam mais. Que através de um bom relacionamento entre professores e alunos a aprendizagem irá fluir melhor. Também, devemos resgatar sugestões de Comênio que se enquadrem no contexto atual. Pois, através da leitura percebi a importância dos mesmos e que alguns elementos desta pedagogia, já utilizo na minha prática pedagógica. Mas sinto que ainda preciso aprimorar meu planejamento pedagógico para torná-lo mais qualificado.
REFERÊNCIA


DOLL, Johannes; ROSA, Russel Teresinha Dutra da. A metodologia tem história. In:
_______ (orgs.). Metodologia de Ensino em Foco: práticas e reflexões. Porto Alegre:
UFRGS, 2004, p.26-29.
FOTOS DE MOMENTOS DE OBSERVAÇÃO, DE DESCONTRAÇÃO E DE LEITURA:



















sábado, 29 de agosto de 2009

PARA REFLETIR....

A leitura do texto “O menininho” de Helen Buckley, sugerido pela professora da interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação, fez-me refletir sobre a prática pedagógica em sala de aula. Quantas vezes já não fizemos como a professora do texto, muitas vezes sem perceber, dando modelos prontos para que os alunos façam ou nos dêem a resposta exatamente como queremos engessando nossos alunos, podando sua imaginação e criatividade.



Uma manhã a professora disse:
- Hoje nós iremos fazer um desenho.
“Que bom!”, pensou o menininho. Ele gostava de desenhar.
Leões, tigres, galinhas, vacas, trens e barcos... pegou sua caixa de
lápis de cor e começou a desenhar.
- Esperem, ainda não é hora de começar!
Ela esperou até que todos estivessem prontos.
- Agora, nós iremos desenhar flores.
E o menininho começou a desenhar bonitas flores com seus
lápis rosa, laranja e azul.
- Esperem, vou mostrar como fazer.
E a flor era vermelha com o caule verde.
- Assim, disse a professora, agora vocês podem começar.
O menininho olhou para a flor da professora, então olhou para
a sua flor. Gostou mais da sua flor, mas não podia dizer isto... virou
o papel e desenhou uma flor igual a da professora. Era vermelha
com o caule verde. BUCKLEY,


Resolvi testar a turma fazendo exatamente como a professora do menininho. Propus para a turma desenhar e pintar uma flor, exatamente como a minha, no início eles resistiram, perguntando se não poderiam fazer do jeito deles ou usarem outra cor. Insisti que não, que tinha que ser exatamente igual a minha. Por fim eles fizeram como pedi para me agradar. Desenharam uma flor vermelha com o caule e folha verde. Eles não entenderam porque não os deixei livres para desenhar e pintarem do seu jeito. Geralmente a minha prática pedagógica é incentivar que usem da imaginação, da criatividade e invente. Eles sempre tiveram a liberdade de realizarem as atividades do seu jeito, sem medo de errar, pois sempre digo para que tente fazer mesmo que errem, pois temos o direito de errar para acertar, e de aprendermos juntos.
Não estou dizendo que nunca uso xérox com desenho pronto, mas quando utilizo este tipo de recurso sempre tenho um objetivo, seja pintar respeitando o limite, ou recortar e colar em outra folha, ou colar a figura no desenho livre de uma paisagem. Com estas atividades também procuro desenvolver a motricidade fina.

Então, aconteceu que o menininho teve que mudar de escola...
Esta escola era ainda maior que a primeira.
Ele tinha que subir grandes escadas até a sua sala...
Um dia a professora disse:
- Hoje nós vamos fazer um desenho.
“Que bom!”, pensou o menininho. E esperou que a professora
dissesse o que fazer. Ela não disse. Apenas andava pela sala.
Quando veio até o menininho falou:
- Você não quer desenhar?
- Sim. O que é que nós vamos fazer?
- Eu não sei, até que você o faça.
-Como eu posso fazer?
- Da maneira que você gostar.
- E de que cor?
- Se todo mundo fizer o mesmo
desenho e usar as mesmas cores, como eu
posso saber qual o desenho de cada um?
- Eu não sei!
E começou a desenhar uma flor vermelha com um caule
verde. BUCKLEY,

Depois do desenho da flor vermelha, levei os alunos para passear e observar a natureza ao redor da escola. Convidei-os para pintar com tinta a natureza observada por eles, cada um escolheu o que ia pintar. As pinturas saíram lindíssimas, umas diferentes das outras. Expomos as pinturas no mural da escola. Através desta atividade os alunos tiveram a oportunidade de escolha, de decisão e de poder usar a própria criatividade. De acordo com SIMKA:

"Gostaria de dizer que ainda grassam no espaço acadêmico professores cuja postura se assemelha à da primeira professora. Como conseqüência, encontramos alunos com bloqueios de linguagem, da criatividade, do pensamento criador, inibidos em sua auto-expressão".


Com esta experiência aprendi como é importante continuar oportunizando aos alunos a liberdade de escolha, para que no futuro saibam fazer escolhas, sendo livres para criar, inovar, sonhar e inventar sem medo de se arriscar e de errar.







REFERÊNCIAS


BUCKLEY, HELEN – O menininho – Tradutor Desconhecido

SIMKA, SÉRGIO – Professor nas Faculdades Integradas de Ribeirão Pires e na Universidade do Grande ABC – Revista Ensino Superior – Edição 87. Site:
http://revistaensinosuperior.uol.com.br/textos.asp?codigo=11137

terça-feira, 21 de julho de 2009

DOSSIÊ DE INCLUSÃO

Sejam bem vindos ao meu Dossiê de Inclusão. Clique no link abaixo:

segunda-feira, 15 de junho de 2009

REFLEXÃO TEÓRICA SOBRE A PRÁTICA NA SALA DE AULA DO PLANEJAMENTO

Ao planejar e elaborar a atividade didática pedagógica contemplando a diversidade étnica e racial, foi interessante, instigante e envolvente. O planejamento que seria para duas aulas de quatro horas cada, necessitou-se ampliar para mais duas aulas, assim mesmo é pouco tempo para desenvolver um assunto tão amplo, de acordo com Luciano, p.01(2006). “Falar hoje de índios no Brasil significa falar de uma diversidade de povos, habitantes originários das terras conhecidas na atualidade como continente americano. São povos que já habitavam há milhares de anos essas terras, muito antes da invasão européia”.

Ao propor uma das atividades sobre as etnias, a confecção de bonecos, com massinha de modelar, numa das turmas apareceu claramente o racismo não sobre o índio, mas sim sobre afro-descendente, a maioria dos alunos demonstrou interesse em confeccionar bonecos, cada um escolheu uma etnia, uns escolheram o índio, outros o alemão, e o só um aluno quis fazer o afro-descendente, este menino era negro, os outros começaram com risos zombeteiros, por que o menino escolheu fazer o boneco afro-descendente, segundo PARÉ, p. 02. Aqui está claramente um “Preconceito Racial, nos risos zombeteiros ofensivos ao “SER NEGRO” a 1º Grande Essência das Dimensões. A Discriminação na escola, reflexo dos preconceitos na sociedade brasileira”. Neste momento me senti despreparada e insegura no modo de como intervir adequadamente nesta questão de racismo oculto. Então decidi que todos iriam fazer um boneco de cada etnia, assim todos fariam um boneco índio, um boneco alemão e um boneco negro.


Esta atividade fez com que revisse minha prática pedagógica em sala de aula, como eu trabalhava sobre o índio e quando, só no dia 19 de abril, e muito superficialmente, cometia o erro de sempre, pintava os alunos de índios, colocava penas nas cabeças e cantava um, dois, três indiozinhos num pequeno barco. Isto eu não faço mais desde a interdisciplina de Estudos Sócias com a Professora Simone Valdete dos Santos que ampliou um pouco mais meus conhecimentos sobre o assunto e que pediu “que pelo amor de Deus não fizéssemos mais isto”. Ela também nos proporcionou uma palestra com um índio Kaingang, estudante de pedagogia na UFRGS.


Este planejamento significou muito, contribuindo para ampliar o que já sabia sobre os povos indígenas, sempre tive uma visão ampla sobre os indígenas, sempre valorizei esta cultura diferente da minha, me questionava sobre o massacre e extermínio dos índios, ainda me angustia saber que eles são os verdadeiros donos das terras, e ficaram sem seu território, ficando muitas vezes com terras desprovidas de natureza, muitas vezes reduzidas a alguns pedaços, sem ter como sobreviver com suas culturas e tradições, pois os recursos naturais estão cada vez mais escassos e poluídos, de acordo com as autoras:

Desde os primeiros encontros de indígenas e europeus, muitas admirações, incompreensões e estranhamentos foram gerados, de ambos os lados. Evidentemente, o maior prejuízo ficou com os povos indígenas, destruídos no direito de existir na sua multiplicidade étnico-cultural e destituídos da terra, o mais precioso bem. Porém, incansáveis nas formas de se organizar, não só no Brasil, mas em consonância com os povos indígenas da América e do mundo, observamos na atualidade um forte movimento de afirmação étnica e luta pelos direitos. PETERSEN, BERGAMASCHI, SANTOS. P.02.


Ao planejar a atividade sobre as questões étnicas raciais, descobri que posso formar opiniões corretas sobre o assunto, e não mais equívocos com se cometiam até pouco tempo atrás. Nós educadores precisamos aprender cada vez mais como trabalhar as diferenças, o racismo, o preconceito de um modo adequado, com mais segurança nas intervenções em sala de aula. Conseguiremos isto se formos em busca de conhecimentos para que possamos contribuir para a formação de opiniões e conceitos corretos em nossos alunos, para que através deles transformemos a sociedade numa sociedade mais fraterna e justa com princípios e valores morais corretos livres de pré-conceitos e racismos, seja ele qual for.


FOTOS DE ALGUMAS ATIVIDADES DESENVOLVIDAS DURANTE A PRÁTICA DO PLANEJAMENTO.






REFERÊNCIAS


LUCIANO, Gersen dos Santos – Baniwa – Texto extraído do Livro “O Índio Brasileiro: o que você precisa saber sobre os povos indígenas no Brasil de hoje” – Brasília, 2006. Site: http://www.trilhasdeconhecimentos.etc.br/

PARÉ, Marilene Leal - Auto-Imagem e Auto-estima na Criança Negra: Um Olhar sobre o seu - Desempenho Escolar - Síntese de Dissertação de Mestrado em Educação apresentada para a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Orientadora Educacional do Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

PETERSEN, Ana Maria, BERGAMASCHI, Maria Aparecida, SANTOS, Simone Valdete – Semana Indígena: Ações e Reflexões Interculturais na Formação de Professores.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

APRENDIZAGEM

A IMPORTÂNCIA DA PARTICIPAÇÃO DOS PAIS NA ESCOLA E A APRENDIZAGEM


Hoje dia 28 de maio de 2009, recebi uma enquête sobre a importância da participação na vida escolar dos alunos. Isto me fez refletir sobre as aulas da interdisciplina de Psicologia II, do curso de Pedagogia a distância da UFRGS, sobre aprendizagem, uma atividade realizada neste primeiro semestre de 2009.
Esta atividade traz exatamente esse assunto, da importância da participação dos responsáveis no cotidiano escolar, não só para receber os conceitos e reclamações, mas para estarem a par e participar dos eventos que a escola proporciona para a comunidade escolar.
Esta atividade de psicologia veio mostrar que eu estava certa na minha prática pedagógica em buscar a participação dos pais e responsáveis dos alunos, com os quais desenvolvia minha atuação como educadora. Sempre acolhi os pais, contando com a sua participação e mostrando a importância da mesma. Esta experiência que vou relatar foi significativa à participação dos responsáveis. Neste caso foi a participação da vovó de um aluno, que sempre se fazia presente na vida escolar do neto. Sem qualquer formação acadêmica, mas com muita prática na sua caminhada de vida a vovó do Lucas, nos deixou uma lição. Ao nos ajudar com sua sabedoria e vivência, na experiência para a Feira de idéias e ciências da escola. A transmissão da sabedoria e da experiência dos mais velhos se faz necessária para os mais jovens. Neste sentido concordo com o autor quando afirma:

“É preciso fazer com que nossas crianças possam buscar a riqueza dos ancestrais, dos avós, bisavós. É preciso abrir espaço na escola para que o velho avô venha contar histórias que ele ouvia na sua época de criança e ensine e cante as cantigas de rodas. Tudo isso não como saudade de um tempo que já se foi, mas para dar sentido ao presente; para trazer a emoção de terem vivido um tempo que muito pode ensinar aos jovens modernos”. Mundurucu, Daniel, 2002, p. 40-42.


Fizemos exatamente como a avó do Lucas tinha sugerido. Então deu resultado a nossa experiência, sendo um sucesso.
Esta aprendizagem se deu no contexto escolar, e considero-a muito positiva, uma vez que aprendemos com nossos “erros”, através de uma experiência que não estava dando certo. Baseada no texto de Becker (1992) eu posso afirmar que só existe aprendizagem quando advinda da soma de experiências, pois segundo ele: “aprendizagem é por excelência, construção; ação e tomada de consciência da coordenação das ações”.
Refletir sobre esta aprendizagem, fez-me descobrir que ainda tenho muito que aprender, que a partir de uma experiência simples, a meu ver, que se tornou mais complexa.
Esta experiência também fez com que voltássemos para a pesquisa, pois sentimos a importância de buscar conhecimentos prévios, isto comprova que ninguém é detentor do saber e que o conhecimento não é algo estanque. Eu e os alunos aprendemos que para realizar e propor determinadas aprendizagens se faz necessários conhecimentos prévios, com ações de pesquisa na busca de informações sobre o assunto.
Ao recomeçar o trabalho, recorremos a diversos meios de comunicação recentes, não esquecendo os meios mais antigos que têm seu papel e as suas vantagens, e também de contar com a experiência das pessoas mais velhas. Hoje em dia não se dá o devido valor e respeito ao conhecimento e vivência dos mais velhos. Na cultura indígena ainda, o conhecimento é passado de geração em geração pelos mais velhos. É compreendendo o valor dos ensinamentos dos mais velhos, da família, que avançamos no nosso conhecimento, inclusive percebendo e valorizando a diferença de papéis e das coisas para nós próprios e para o mundo. Segundo o autor.

“Tenho certeza que isso dará um ânimo novo nos educandos e renovará o sentido de família, de pertencimento a um grupo, a um povo, a uma nação. É isso que eu sentia quando ouvia as histórias de meu avô e me fez superar minhas crises de identidade e compreender as coisas que são importantes para o meu povo. Talvez isso crie uma nova identidade para o povo brasileiro.” Mundurucu, Daniel, 2002, p. 40-42.

Esta cultura de se ouvir os mais velhos se perdeu na atualidade, as pessoas idosas na maioria das vezes são abandonadas nos asilos, não sendo respeitadas e valorizados os seus conhecimentos e experiência de vida. O velho é considerado um peso morto para a família. Esquecendo-se que este idoso é a ligação com seus ancestrais, com sua cultura. Por isso a participação e envolvimento dos pais na vida cotidiana escolar dos filhos se fazem necessária e importante para o sucesso da aprendizagem.
A ruptura desse elo hoje, são as crises familiares, as crises de identidade. Isso acarreta em falta de transmissão de valores, conhecimentos e experiências de vida dos mais velhos para os mais jovens. Muitos jovens se negam o fato de que um dia também irão envelhecer. De acordo com a reflexão do psicólogo.

O envelhecer significa a aproximação da morte, do fim da existência, aonde tudo termina e não tem mais volta... por isso o velho sempre é o outro. O horror que sentimos pelo envelhecimento é o medo de morrer, de se tornar tão repugnante quanto o outro que fica cego, surdo, 'gagá', etc... 'Que horror se isso acontecer!' Mas todos envelhecem, é inevitável (a não ser quem morre cedo demais... por motivos diversos), então o que fazer? Deixar o tempo passar ficar velho e receber o preconceito dos mais jovens? Não!!! Braga, Marcos Augusto da Silva


Precisamos aprender com a cultura indígena, a resgatar a sabedoria e valorização do idoso, trazendo-o para o convívio familiar e ressaltando a importância de conviver com eles, e não isola-los como muitos fazem. Devemos perceber que somos um fiozinho que nos liga a continuação de nossos antepassados, com uma história e tradição que precisa continuar. São valores que precisamos passar para nossos filhos, isto só acontecerá com o convívio, à vivência e o exemplo. A escola embora possa mencionar, não tem como assumir a passagem destes valores, sendo isto incumbência da própria família. O que demonstra a importância da participação dos pais na escola.

REFERÊNCIAS


BECKER, Fernando. Epistemologia subjacente ao trabalho docente. Porto Alegre:
FACED/UFRGS, 1992. 387p. (Apoio INEP/CNPQ). (No prelo: VOZES). (Relatório de
pesquisa).
_______. Da ação à operação: o caminho da aprendizagem: J. Piaget e Paulo Freire. Porto
Alegre: Palmarinca, 1993.
_______. Ensino e construção do conhecimento; o processo de abstração reflexionante.
Educação e Realidade, Porto Alegre, 18(1):43-52, jan./jun. 1993.
_______. Saber ou ignorância: Piaget e a questão do conhecimento na escola pública.
Psicologia-USP, 1(1):77-87, jan./jun. 1990.

BRAGA, Marcos Augusto da Silva – Psicólogo – artigo p\seção: saúde.
Mariana.kalil@zerohora.com.br.
http://www.sermelhor.com/artigo.php?artigo=26&secao=saude

MUNDURUCU, Daniel Em busca de uma ancestralidade brasileira - Formado em Filosofia, com licenciatura em história e psicologia. Mestre em Antropologia social da Universidade de São Paulo (USP). Índio da nação Mundurucu - Pará. Esse texto faz parte da seguinte publicação:
PREFEITURA DE ALVORADA. Secretaria Municipal de Educação. FAZENDO ESCOLA, vol 02, ano 2002, p. 40-42.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

SOMOS TODOS BRASILEIROS CADA UM DO SEU JEITO












TRABALHANDO SOBRE ETNIAS COM ALUNOS DO SEGUNDO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL DE NOVE ANOS.

Planejei esta aula a partir das leituras propostas pela interdisciplina de Questões Étnico-Raciais na Educação Sociologia e História do Curso de Pedagogia da UFRGS à distância.

Iniciei a aula com os alunos ouvindo a música “Aquarela” de Toquinho. Após dialogamos sobre a mensagem que ela transmitia sobre as cores.
Distribui uma folha e pedi que fizessem o seu auto-retrato. Após dialogamos sobre nossas aparências. Pedi que fossem dizendo a cor dos cabelos, dos olhos, da pele, com quem eles se pareciam. Explorei com eles o texto “Quem somos afinal?”.

“Uma fusão de raças e culturas que já dura meio milênio deu aos brasileiros traços e personalidade próprias. Mas basta olhar mais de perto para perceber que, apesar de tudo, não perdemos contato com as raízes de nossa formação”. Romanini, (1998) p. 62

Este texto traz uma abordagem sobre a contribuição de todos os povos que aqui chegaram para a formação do povo brasileiro, cada um do seu jeito.

Distribui revistas aos alunos, também dei um quadrado de papel pardo, pedi que recortassem pessoas de todas as etnias desde índios, negros, japoneses, alemães etc. O que eles encentrassem na revista e montassem um mosaico. Inspirei-me na atividade proposta pela interdisciplina citada anteriormente.

Colocamos os trabalhos no mural. Fiz questionamentos sobre as pessoas que compõem o mosaico que eles montaram? Se todos eram brasileiros? Uns responderam que sim outros ficaram na dúvida, justificando sua resposta ao dizer que uma ou outra era japonês ou alemão, mas usei contra-argumentos, para desequilibrar suas dúvidas e certezas.

Retornei com a leitura do texto “Quem somos afinal?

“Apesar dos contrastes de paisagens, das raças diferentes e até dos abismos sociais, conseguimos formar um só povo” Romanini, (1998) p. 64

“A cultura indígena foi a base para o surgimento dos tipos regionais. Essa dívida, porém, ainda não foi reconhecida.” Romanini, (1998) p. 66

“A chegada dos portugueses deu início à mesclagem das raças no Brasil. Que nunca mais parou.” Romanini, (1998) p. 68

“A vida na cidade não destruiu as nossas raízes culturais. Elas continuam a existir, ainda que um pouco camufladas.” Romanini, (1998) p. 70


Pedi aos alunos que comparasse a cor da sua pele com a de seus colegas, perguntei se todas eram iguais? Eles responderam que não.
Coloquei para eles que cada um tem a pele de uma cor e cada um com a sua beleza única.

Retornei a música “Aquarela” e conversamos sobre a beleza das cores, e das cores que podemos criar ao misturar uma ou mais cores.

Todas as atividades desenvolvidas na escola, nós procuramos envolver toda a turma inclusive o aluno portador de Necessidades Educaionais Especiais. Nesta atividade não foi diferente, ele participou do seu jeito dentro do seu ritmo de aprendizagem, contribuindo com sua participação e envolvimento.













REFERÊNCIAS

Revista Terra – junho 1998 – Retratos do Brasil – Texto de ROMANINI, Vinícius p. 62